Descubra o que é VMI e como ele ajuda no controle de estoque de distribuidores e PDV

Descubra o que é VMI e como ele ajuda no controle de estoque de distribuidores e PDV
Conteúdo

Quando se trata da cadeia de suprimentos, manter equilíbrio e sintonia entre as demandas de produtos do varejo e a reposição disponibilizada pela indústria ainda é um desafio para muitos gestores. De um lado, temos o mercado varejista que necessita de produtos sempre abastecidos nas prateleiras para evitar rupturas de estoque. Do outro lado temos a indústria, que precisa produzir em quantidade alinhada à demanda, um processo que exige controle e acompanhamento dos dados de sell out com máxima acurácia. É neste contexto que surgem as soluções baseadas no VMI.

As metodologias do VMI ajudam no controle de reposição nos pontos de venda e podem conferir dados confiáveis para suprir a demanda de abastecimento. Mas afinal de contas, o que é VMI? Como ele pode garantir melhores previsões e tomadas de decisões baseadas em dados de venda? Acompanhe conosco essa ferramenta que pode ser a solução para os seus problemas de estoque.

O que significa VMI?

VMI é a sigla em inglês da expressão Vendor Managed Inventory, que em tradução para o português significa “estoque gerenciado pelo fornecedor”. Sendo assim, o termo trata basicamente do controle de estoque realizado através do fornecedor daquele determinado canal, podendo este fornecedor ser tanto a indústria quanto o distribuidor do varejo.

Em um exemplo simples, em caso de utilização do VMI entre uma empresa da indústria e seu distribuidor, a reposição do estoque do distribuidor fica por conta da indústria, que vai acompanhar os dados de venda do distribuidor diretamente do seu estoque. Ou seja, ao invés de o distribuidor ter de fazer um pedido de produtos para a indústria, a própria indústria que irá apurar os dados de estoque para fazer a reposição necessária, o que possibilita a otimização do processo de reposição.

Que problemas o VMI resolve?

O encadeamento de produção da indústria passa por uma série de etapas relativas em tempo, mas que, dada a automatização da produção, é possível prever e traçar uma média daquilo que será produzido em um certo período. Portanto, a indústria tem um ritmo de produção contínuo, mas que deve ser ajustado de acordo com a proporção das demandas dos distribuidores e do varejo.

Com a variação das demandas do mês, se a produção da indústria mantiver um ritmo fixado, o estoque do distribuidor pode acabar inflado com produtos que ele não necessariamente precisa. Por outro lado, também é comum a falta de produtos e rupturas de estoque são apenas uma das consequências de uma má gestão da produção através da demanda. Um comprador que não fez a compra em quantidade devida durante o mês também pode pressionar a indústria por descontos em compras de volume maior no fim do mês, o que pode aumentar os custos de produção.

Por isso, o VMI surge como um facilitador desse processo: como o distribuidor ou o varejista não precisa fazer o pedido diretamente, é a indústria que vai cuidar para que os estoques permaneçam abastecidos na medida correta baseado nos dados diretos dos seus parceiros. Sendo assim, a indústria não corre o risco de superprodução e gerencia melhor os problemas de sell-out, além de dar vazão a melhores campanhas de incentivo, por exemplo.

Conclui-se, portanto, que o VMI é um elemento favorável no momento de criar parcerias entre compradores e fornecedores, algo que é extremamente benéfico ao consumidor, levando em conta o desenvolvimento do ECR (Efficient Consumer Response, em português, resposta eficiente ao consumidor).

Desafios de implementação

Assim como qualquer outra ferramenta estratégica na cadeia de suprimentos, é preciso levar em consideração uma série de fatores antes de adotar a medida para a modificação da dinâmica de negócio.

A primeira delas é o formato de abordagem do VMI: uma abordagem mal construída pode trazer dores de cabeça ao fornecedor e dificultar mais ainda o processo de abastecimento. Existem várias abordagens para fazer o VMI, um exemplo é a indicação de um funcionário do distribuidor para trabalhar nas dependências do comprador, como um representante do distribuidor para garantir o controle de reposição. Outra abordagem praticável é o de visitas do distribuidor para verificar o que está em falta e já realizar a reposição de produtos no momento da visita. Por fim, também é possível a adoção de softwares que facilitem a gestão de estoque e que automatizam todo o processo, sem a necessidade de visitas regulares ou pessoal do distribuidor no PDV.

Outro ponto importante é a confiabilidade entre parceiros no momento de firmar uma gestão de estoque baseada no VMI. Como o comprador cede o acesso ao seu estoque para o distribuidor nesse método, firmar parcerias baseadas na confiança e na credibilidade é essencial para que o processo seja bem sucedido e benéfico para ambas as partes. Mesmo que o aumento da otimização da produção seja benéfico, de um lado o comprador abre mão de parte de sua liberdade para administrar o estoque. Já o distribuidor, por outro lado, traz para si a responsabilidade de administração e reposição sem criar excedentes no estoque do seu distribuidor. Portanto, antes de aderir ao VMI, verifique suas parcerias e firme compromissos que garantam a continuidade da cadeia produtiva de forma mais agilizada e sem erros.

Um gerenciamento de estoque adequado se torna cada vez mais essencial levando em conta os gastos que se tem quando a administração ou erros de comunicação causam falhas no processo. Um produto que fica parado em estoque, por exemplo, pode pressionar um abaixamento de preços para que ele volte a girar. Por outro lado, a falta de um produto nas gôndolas é essencialmente um volume de vendas perdidas e uma deficiência em ganhos tanto para compradores (varejo e outros distribuidores) quanto para fornecedores (indústria e intermediários). Cabe aos parceiros a criação de diretrizes de reposição de estoque e definir como será feito o repasse de dados para que se faça o abastecimento. Por isso, uma gestão inteligente dos estoques baseados em dados precisos e confiáveis é extremamente necessária para todos os envolvidos na cadeia de suprimentos.

A precisão dos dados é essencial ao VMI

Conforme vimos anteriormente, a credibilidade nas parcerias e a abordagem adequada são fatores críticos para a adoção de um processo de VMI acertado. Mas muito além disso, existe um fator final que é de igual, ou talvez até de maior importância para o VMI: a acurácia, precisão e confiabilidade dos dados que dão base ao procedimento.

Na atualidade, respostas cada vez mais rápidas ao consumidor são requeridas de produtores e vendedores, já que a mínima falha ou demora pode ser a diferença entre o consumidor preferir o produto concorrente ao seu. Um elemento crucial da sua administração como o estoque não pode estar suscetível às falhas de métodos pouco eficazes e baseados em dados sujeitos a falhas humanas e outros empecilhos.

Exige-se que as empresas estejam cada vez mais alinhadas e rápidas na apuração de dados e nas tomadas de decisão, e é dentro desta ideia que adventos como softwares aliados à inteligência de dados podem ajudar. O volume de dados produzido por todos os processos da cadeia produtiva carece de soluções que tragam insights rápidos e que cuidem do processamento desses dados para que os recursos de logística sejam mais eficazes.

O gerenciamento de aspectos como o forecast de demanda, dados de sell-out e visibilidade de distribuição precisam de ferramentas que permitam o acompanhamento diário e em tempo real. Quanto maior a acurácia dos dados, mais simplificado será o processo de tomada de decisão e tanto fornecedores quanto compradores saem ganhando a através desse caminho.

Procurando um especialista?

A Implanta tem soluções para integrar e analisar os dados da sua cadeia produtiva, revelando as melhores oportunidades de negócio.

Conteúdo Exclusivo

Assine a nossa newsletter

pt_BRPortuguês do Brasil