Gestão de Estoque: como fazer de maneira inteligente

Gestão de Estoque: como fazer de maneira inteligente
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A gestão dos estoques sempre conferiu uma série de responsabilidades para os gestores da cadeia de abastecimento. Isso porque a manutenção de um estoque traz uma série de gastos e riscos que variam de acordo com os produtos produzidos. Um estoque parado, por exemplo, pode significar um erro no planejamento de produção da indústria ocasionado por uma previsão errônea da demanda, gerando superprodução. Por estes e outros motivos é de extrema importância a adoção de boas práticas de gestão de estoque.

Ao fazer uma gestão de estoque inteligente, a indústria é capaz de contornar imprevisibilidades no ciclo de produção (como atrasos por parte do fornecedor) além de acompanhar seus produtos do distribuidor até o consumidor final. Para descobrir como fazer a gestão do estoque de maneira inteligente, acompanhe-nos no texto abaixo.

A necessidade de uma boa gestão de estoque

As políticas de estoque e seus desafios estão presentes desde que os primórdios da produção em escala, seja ela pequena, média ou grande. No caso da produção em escala industrial, o desafio fica por conta da grande quantidade de informações necessárias para direcionar a produção. Uma indústria com um alto market share vai demandar um acerto cada vez maior em seu planejamento de produção para que seus estoques estejam satisfatórios.

Mas o que significa ter um estoque satisfatório? Nessa parte, é preciso lembrar que manter um estoque não é um problema em si, já que são os estoques que garantem o abastecimento. O problema, neste caso, é que os estoques precisam ser planejados de maneira assertiva, para que não haja produção em excesso. Por outro lado, a produção escassa também prejudica a indústria, já que a falta de produtos nos PDVs vai exigir que a indústria aumente seu ritmo de produção e gaste mais para abastecer a demanda de maneira satisfatória.

Apesar de ser um problema antigo, a gestão dos estoques de distribuidores e varejistas ainda segue como um fator que não pode ser ignorado. No entanto, mudanças e modernizações em processos diversos podem facilitar o curso da gestão de estoque em todos os canais da cadeia de abastecimento. Este fator pode ser visto na chamada indústria 4.0 e adoção de novas tecnologias por parte dos canais integrantes da cadeia produtiva.

Indústria 4.0 e gestão de estoque: caminhos possíveis

A chegada da indústria 4.0 trouxe consigo uma maior automação de processos que anteriormente ficavam à mercê de metodologias burocráticas e suscetíveis a erro humano. Isso possibilitou que tanto ações da indústria quanto a resposta de seus canais de vendas e distribuição fossem cada vez mais rápidos. Com a gestão dos estoques da produção não poderia ser diferente: visitas de abastecimento, por exemplo, apesar de ainda serem adotadas por alguns gestores, acabaram por se tornar cada vez mais obsoletas e inviáveis para os canais da indústria. Estes métodos acabaram por ser substituídos pelas ERP’s e sua gestão inteligente de dados e sua capacidade de automação baseadas em diferentes tecnologias, como é o caso da inteligência artificial.

A dinâmica cada vez mais rápida entre as tomadas de decisão e as ações por parte da indústria abre caminho para uma integração crescente entre os canais da cadeia produtiva. Mais do que modelos de negócio completamente dissociados, agora a indústria, distribuidores e varejistas miram na integração como forma de otimizar o processo de abastecimento de produtos.

Ao fazer isso, os canais da cadeia produtiva cortam processos que anteriormente consumiriam um tempo precioso e que pode fazer a diferença no abastecimento de produtos. Essa integração gera maior competitividade no mercado, já que a melhor integração de canais também confere uma vantagem competitiva diante dos concorrentes. Esse fator também gera uma entrega de valor diferenciada ao consumidor, tanto por parte da indústria quanto dos canais distribuidores e de vendas parceiros dela.

A construção de uma ponte de integração entre a indústria e seus canais pode acontecer através de diversas metodologias. Porém, na atualidade é mais comum visualizar essa integração correndo através de softwares de gestão e que permitam transparência de dados. Facilitar o compartilhamento de dados entre a indústria e seus canais é otimizar o processo de venda e abastecimento e, consequentemente, o ritmo de produção. Dentre algumas das mais eficazes soluções de integração adotadas atualmente pela indústria está o VMI (Vendor Managed Inventory): estoque gerido diretamente pelo fornecedor.

VMI: estoque gerido pelo fornecedor

Um dos principais problemas da falta de integração entre os canais é a perda de recursos tanto da indústria quanto de seus canais devido à falta de alinhamento no momento do abastecimento. De um lado, temos a indústria que precisa produzir de forma inteligente e alinhada à demanda. Do outro, temos os canais de venda que precisam se programar para garantir que produtos estarão sempre disponíveis para a compra. A falta de alinhamento entre ambas as partes acaba por ocasionar uma perda dupla, já que erros de abastecimento ocasionam produtos parados em estoque ou em falta para o consumidor.

Uma das formas de sanar essa perda dupla é a adoção do VMI (Vendor Managed Inventory), que permite que o fornecedor, neste caso a indústria, administre o estoque do canal de vendas. A perspectiva trazida pelo VMI é a de que o canal de vendas não precisará mais se preocupar com o abastecimento do estoque e fazer pedidos de compra. O canal de vendas, ao ceder o acesso a dados diversos (posição de estoque, sell-out, costumer share), permite que a indústria cuide do abastecimento dos produtos de maneira mais assertiva. Isso permite que a indústria planeje melhor e ajuste o ritmo da sua produção, além de conseguir prever a demanda mais facilmente.

Uma das principais vantagens do VMI é a redução de custo e de riscos para a indústria e seus canais de vendas. A burocracia gerada pelos pedidos de abastecimento também é eliminada e dessa forma o processo de abastecimento dos canais de venda são muito mais otimizados.

Mas, para garantir que o benefício seja mútuo, o acordo entre a indústria e seus canais deve ser baseado na confiança e na transparência. O VMI corta uma série de atrasos na produção e no abastecimento, mas é o alinhamento entre os canais que vai dar base para a fluidez do processo. Para que o modelo de VMI seja bem sucedido, também é necessário ao gestor adotar ferramentas que funcionem e que estejam de acordo com os objetivos da indústria a curto e longo prazo. Sabendo disso, é preciso lembrar que a qualidade dos dados coletados, bem como um tratamento e interpretação adequada destes dados é altamente essencial ao modelo.

Em meio a esta questão, podemos ver o motivo por trás de tantas indústrias recorrerem ao advento da inteligência artificial e a ciência dos dados. Soluções baseadas na inteligência artificial garantem a automação dos processos e a acurácia dos dados, tudo de forma rápida e facilitada para o processo decisório. Portanto, o VMI depende necessariamente de ferramentas que tragam resultados reais e que tratem os dados de forma inteligente, considerando a urgência que a gestão da indústria moderna exige.

Ferramentas certas = Gestão de estoque inteligente

Vimos que a gestão de estoque passa por vários fatores chave e que a má administração pode trazer consequências negativas em cadeia a todos os canais na cadeia produtiva. Também tivemos a dimensão de como boas práticas de gestão de estoque estão gradualmente mais ligadas a processos automatizados e voltados para a inteligência de dados.

Tendo isto em mente, o uso das ferramentas corretas fará toda a diferença na gestão dos estoques, seja ele da indústria, de canais distribuidores ou varejistas. Portanto, possuir ferramentas que informem dados de sell-out, mostrem o desempenho de produtos direto nos PDVS, rastreiem produtos em transporte é imprescindível para construção de estratégias de venda eficazes e campanhas de incentivo que premiem os parceiros certos. Fazer isso, permitirá que você corte gastos ao mesmo tempo em que amplia seus lucros, além de facilitar o processo decisório da sua empresa diante do crescimento.

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Possuir uma gestão de estoque inteligente é também garantir o controle do processo de produção e permitir que as relações com seus canais sejam mais transparentes e produtivas. Dessa maneira, a coleta de dados deixa de ser uma dor de cabeça para se tornar uma ferramenta estratégica de gestão poderosa, potencializando crescimentos futuros.

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